13
Oct
08

Dos Males o Menor…

Se te chamo de putinha
sou machista e indecorosa.
No entanto, se não chamo,
você não goza…

Leila Miccolis

[voltando com o texto alheio]

21
Sep
08

Insatisfações

Daí que você faz comunicação social (/jornalismo) e seu professor resolve te pedir pra discutir o jornalismo como um fórum público (ha!) e verdade no jornalismo no sexto (!!!) período. Tipos: se mata, você não tem mais o que aprender no curso?

Fui recentemente estimulada a discutir mídia (não, eu não faço isso todo dia – não fora das mesas de bar) e tive de lembrar o que realmente aprendi durante os dois longos anos já passados na graduação. Comecei a pensar que entender (de) mídia tem muito de ver [excessivamente] e fazer mídia, porque aprender uns cinco [mil] padrões textuais, mais um pouquinho de lingüística com uma pitada de sociologia e ciência política (bem ministradas, por sinal), não te faz uma grande conhecedora de merda nenhuma.

É claro, análise do discurso e os tais padrões ajudam bastante a perceber certas sutilezas não tão visíveis para olhos não estimulados. E talvez esta seja a diferença [de mim para um aluno de sociais, por exemplo]. Mas aprendi muito mais no mundo fora daqueles corredores bege-brochantes.

Ó céus, ó vida…

Update: parece até óbvio dizer isso, visto que nenhum curso se esgota na universidade. Mas, porque se trata de comunicação, o único curso que você pode terminar sem estudar uma linha e ainda sair com um status social injustificado, parece mais grave.

16
Sep
08

Muito prazer.

Ai. Inserir-se em novos espaços é sempre tão complicado. Pensei que depois de algumas experiências difíceis, traumáticas e até náufragas seria mais fácil ser ‘nova’.

Doce ilusão. Sempre retorna aquele friozinho de descida de ladeira e o olhar meio perdido.

[A diferença é que a cara de pau disfarça.]

13
Sep
08

Máximas [ou Reflitão]

Em algum momento longínquo da vida, tinha a mania de abrir a Bíblia antes de dormir pra ler umas passagens [criação católica e talz]. Tipos, ver se iam coincidir com o contexto sócio-político-econõmico-cultural da vida.

Eis que, depois de ler o Please Kill me, mudei de livro.

Patti Smith: Tentei transar com uma mina uma vez e achei uma droga. Ela era muito macia. Gosto de dureza. Gosto de sentir um peito masculino. Gosto de osso. Gosto de músculo. Não gosto daquele peito todo macio.

[Update: eu gosto é de natal, então pega no meu pananananal]

13
Sep
08

Carinha blasé de corredor

Patrimônico histórico, artístico e cultural do Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernabuco.

13
Sep
08

Books

E o negócio de hoje do Cartoon Network é:

[O fiasco, Imre Kertész]

12
Sep
08

Do processamento de dados

Não sei que tipo de funcionamento mental eu tenho. Fato é que consigo processar quaisquer acontecimentos afetivos de maneira racional [apesar de tristezas e alegrias transparecerem às vezes, estas nunca superam / sempre estão atreladas a uma análise mais fria da situação].

Mesmo quando as pessoas mais próximas – aquelas a te acompanhar desde teu primeiro dia no maravilhoso planeta Terra – falam falam falam, perdem a razão e te colocam pertinho do assoalho; mesmo nestas horas, processo os motivos [plausíveis ou não] para tais atitudes e respondo [Newton - denovo, ação e reação, bla bla] ao estímulo de forma adequada. Não em intensidade semelhante [perdeu, teórico de merda hahahaha], mas com palavras medidas, apesar dos olhos marejados.

Infelizmente, só os nerds de marca maior e/ou seres evoluídos espiritualmente [respeito a eles] têm a capacidade de calar ao perceberem ser um desperdício despejar palavras. Flutuo entre um tom medianamente inflamado e a escolha cuidadosa de vocábulos, os quais não consigo deixar de pronunciar.

11
Sep
08

Legenda

[legenda ao post anterior]

1. Comentarista: pessoa que te ajuda a processar o mundo / sociedade / escrotices sociais.

2. Assunto: [parte do] mundo a ser processado.

11
Sep
08

Classificações arbitrárias

Rotulo as pessoas. Na verdade, hierarquizo as pessoas.

Não sei se é mania de [pretensa] comunicadora / jornalista, mas preciso identificar estilo, discurso, personalidade e otras cositas para colocar um ser humano dentro de uma das gavetinhas que organizam os indvíduos com os quais me relaciono.

Hetero [e este conceito é um tanto quanto complexo] ou Cafuçu (interrelacionados), Playboy, Cocota, piriguetchi, gatinhos culturais, engajadinhos, fashionistas, amigos… Enfim, são infinitos. Os integrantes de cada um destes, digamos, padrões sociais, têm um papel fundamental na minha vida – seja este de assunto ou de comentarista.

Amigos geralmente são comentaristas. Eventualmente, podem ser a bola da vez ao passarem por algum problema. Sintomático é quando eles são o assunto sempre.

Há momentos em que, sim, você-amigo precisa de um analista.

08
Sep
08

Do comodismo

Não sei se é a tendência ao comportamento blasé ou o cansaço dos discursos. Sei lá. Mas parece que qualquer comentário em relação às verdadeiras escrotices da nossa sociedade parece repetido. E nos resta apenas rir e propagar para os desinformados os conteúdos das lutas já existentes.

Parece até alguém engajado falando. Mas em vésperas de Fórum Social Mundial (para mim vésperas, pois depois do São João, só espero o Natal e o Ano Novo /dezembro) penso em toda a conversa de Boaventura e o tal reinventar a emancipação social; ao mesmo tempo contemplo [/palavra poética] a agenda das pessoas (discussões, preocupações e talzz). Impera o desconhecimento sobre as lutas sociais, apesar de os atores estarem afônicos de tanto gritar por suas bandeiras.

Me vem um “se já está pronto, pra que dizer novamente?” e depois um “as pessoas precisam saber disso, pela boca de quem luta, de preferência”. E bate um nojo ao lembrar dos media, a esmagar as minorias cada vez mais.

Enfim… No fim, acabo propagandando (miudamente) mais que comentando [/ou fazendo =(].

[Daqui a dez anos, quando tiver estudado / vivido / agido mais, terei algum sentimento parecido com vergonha em relação a esse texto]